top of page

Prosa em verso

Atualizado: 12 de mar.

[Poesia]


Levo da manhã a leveza, da noite

Esqueço o presente e vejo imagens

Falta nitidez

Uma nuvem espessa me separa


Deito repisado por dentro

Espero o retorno tenso, do sol

Amargo clarões nauseantes

Ainda tento


Trinar de muitos passados

Cantigas a me acordar

Lento, calmo, cinzento


Folheio praças

Leio e escrevo perambulando

Zanzando pautas


Uma superfície estranha

Onde deixei versos e versões

Busco qualquer uma


Escrevo em colorido magoado

Precisei me mastigar

Cantarolar o castigo


Feridas fizeram questão de voltar

Como torneiras pingando noturnas

Gotas a me contar


A planta ainda molhada

Acariciei o veludo da folha

Tinta sonolenta


A penumbra escreveu seu nome

Em dimensão difícil de ler


Vaguei sons perdidos

Percebi uma letra

Uma melodia escrita no véu

Da noite


Vi uma mão me chamando

Estava proseando em seu corpo.

Comentários


bottom of page