
Prosa em verso
- Marcelo Pimenta
- 15 de jan.
- 1 min de leitura
Atualizado: 12 de mar.
[Poesia]
Levo da manhã a leveza, da noite
Esqueço o presente e vejo imagens
Falta nitidez
Uma nuvem espessa me separa
Deito repisado por dentro
Espero o retorno tenso, do sol
Amargo clarões nauseantes
Ainda tento
Trinar de muitos passados
Cantigas a me acordar
Lento, calmo, cinzento
Folheio praças
Leio e escrevo perambulando
Zanzando pautas
Uma superfície estranha
Onde deixei versos e versões
Busco qualquer uma
Escrevo em colorido magoado
Precisei me mastigar
Cantarolar o castigo
Feridas fizeram questão de voltar
Como torneiras pingando noturnas
Gotas a me contar
A planta ainda molhada
Acariciei o veludo da folha
Tinta sonolenta
A penumbra escreveu seu nome
Em dimensão difícil de ler
Vaguei sons perdidos
Percebi uma letra
Uma melodia escrita no véu
Da noite
Vi uma mão me chamando
Estava proseando em seu corpo.



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