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Salssisne

O silêncio entre palavras revela aquilo que não coube.
Escrever é habitar esse intervalo.

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Um fragmento
 

Já estão de pé. Cúmplices do engano, reféns da dúvida morta. O que foram perde-se em mágoas fugitivas. A ousadia do fado insiste em olhares oblíquos, negam o passado. As novas certezas nascem do mesmo tempo, da confissão dos conflitos incertos, da percepção de fugas efêmeras. Não existem mais que gritos presos em desprezo da música, do que poderia. Engasga-se com a fúria das sensações incontidas, vomita a única saída em feridas. Sofre com a dor encardida, segue cega do destino, ávida por começos sem tréguas.

2016

Sobre escrever

Escrever é aceitar a falta do tempo. Não a sua escassez, mas sua fratura. O tempo não se apresenta como linha, e sim como ausência ativa — um vazio que empurra a linguagem para dentro de si mesma. Escreve-se onde o tempo falha, onde já não é possível narrar em sequência, apenas insinuar permanências.

Obras

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A leitura do vento

Romance

As coisas sem nome

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Sapatos de viver a morte

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Repito a noite

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